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Em grandes hospitais, como Socorrões I e II, as reclamações sobre falta de materiais e condições de atendimento são recorrentes entre usuários e entidades de classe

Pacientes ainda se acumulam no corredor do Socorrão I (Foto: Flora Dolores / O Estado)

Pacientes ainda se acumulam no corredor do Socorrão I (Foto: Flora Dolores / O Estado)

Dados do Portal da Transparência informam que a Prefeitura de São Luís recebeu mais de R$ 256 milhões em 2015 em repasses do Governo Federal para o Fundo Municipal de Saúde para aplicação em serviços de atenção básica, assistência médica de média e alta complexidade, vigilância sanitária, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), assistência farmacêutica, etc. Apesar disso, a saúde municipal em São Luís continua precária e provocando reclamações de usuários e entidades associativas ligadas aos profissionais de saúde.

Ontem, a aposentada Maria Ire­ne de Araújo Sousa foi ao Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), no Centro, em busca de atendimento médico. Sentindo fortes dores no estômago e com falta de ar, a única coisa que ela conseguiu na unidade de saúde foi uma cadeira de plástico para ficar sentada, mas do lado de fora, em frente a um dos portões de acesso ao hospital, pela Rua das Cajazeiras. “A pessoa que veio falar comigo aqui foi muito grossa. Eu cheia de dores e ela me disse que eu deveria procurar uma UPA [Unidade de Pronto Atendimen­to], pois o Socorrão não atende a casos do tipo”, afirmou.

Entidades
Além dos usuários, entidades ligadas a profissionais de saúde também repudiam, atualmente, a parca aplicação de recursos na área de saúde na capital maranhense. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Maranhão e integrante da Federação Nacional dos Médicos, Carlos Frias Júnior, a condição de trabalho dos médicos, em especial, nos Socorrões I e II é “ruim”.

Ele faz ainda uma distinção entre a aplicação dos recursos à Atenção Básica, em comparação aos setores de urgência e emergência das unidades de saúde. “Atualmente, a condição da Atenção Básica, por exemplo, é razoável. Já os setores de Urgência e Emergência estão críticos e necessitam de mais investimentos”, afirmou.

O Socorrão I é um dos principais hospitais de referência em urgência e emergência da capital, mas os problemas da unidade são antigos. Em dezembro passado, O Estado ouviu profissionais que trabalham na unidade de saúde.

Segundo eles, além do acúmulo de pacientes nos corredores, chegam a faltar insumos como gazes, materiais para curativo, filtros antimicrobianos, entre outros, no hospital. Em reportagem publicada na edição do dia 29 de dezembro, uma terça-feira, os servidores ouvidos denunciaram que naquela semana não teriam fitas de glicemia, para verificar as taxas de açúcar de pacientes. Outros funcionários do Socorrão I também informaram que, durante os plantões dos períodos matutino e vespertino, não havia remédios para dor e objetos para realização de simples nebulizações.

Situação precária também no Hospital de Urgência e Emergên­cia Clementino Moura (Socorrão II), na Cidade Operária. Lá, servi­dores relataram que o maior problema era a ausência de garantia de integridade física para o exercício de suas funções de trabalho. De acordo com um médico, que preferiu ter a identidade preservada, mesmo com a presença de uma guarnição permanente da Polícia Militar na parte interna da unidade, ameaças sofridas por funcionários são constantes.

Em 2015, a média mensal de repasses do Governo Federal recebidos pela administração municipal foi de mais de R$ 20 milhões

Enquanto isso, Maria Ire­ne de Araújo Sousa, que sofria de dor na porta do Socorrão I na ma­nhã de ontem, queria saber como ficará o atendimento médico-hospitalar ao longo de 2016. “Sou diabética. Tenho pressão alta. A gente vai a um posto de saúde e não consegue atendimento. Vem a um hospital grande e passa pela mesma coisa. De to­do jeito, a gente continua doente”, afirmou.

Outros problemas
Unidade de saúde referência no atendimento infantil da rede municipal, o Hospital Dr. Odorico Amaral de Matos (Hospital da Criança), localizado na Alemanha, foi o cenário de uma das ce­nas mais preocupantes da saúde pública no ano passado.

Em abril de 2015, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) precisou desativar o setor de internação da unidade por causa dos estragos causados pelos fortes temporais que ocorreram na capital naquele mês. A unidade de saúde teve vários setores alagados, comprometendo o atendimento no local. Por causa do problema, 46 crianças que estavam na enfermaria foram transferidas para a Santa Casa de Misericórdia.

O Estado procurou a Prefeitura de São Luís para se posicionar sobre os recursos federais repassados e os investimentos realizados na saúde, mas não obteve resposta.

NÚMERO
R$ 256.325.746,22
foi o valor repassado pelo Governo Federal para a saúde em São Luís

SAIBA MAIS
De acordo com o Portal da Transparência, somente para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram destinados – via Governo Federal – R$ 4.626.425,00 para a capital maranhense. Apesar disso, a cidade viveu, somente no ano passado, inúmeros transtornos para utilizar o serviço. Em setembro, por exemplo, uma pane na rede elétrica obrigou a central telefônica do serviço a interromper, temporariamente, o recebimento de chamadas por meio do 192.

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Fonte: IMIRANTE

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Categorias: Notícias

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